Ciça — Ser a Ciça é bom demais
Álbum: NEPOBABY
Ciça transforma as expectativas sobre sua origem familiar em assunto de “Nepobaby”. Lançado em 25 de setembro de 2026, o EP reúne uma introdução e sete músicas, com participação de Agnes Nunes. A rapper de Belo Horizonte parte das próprias vivências para apresentar sua identidade no rap.
Filha de Bárbara Sweet e Slim Rimografia, Ciça aborda as cobranças que acompanham o parentesco com dois artistas ligados ao hip-hop. O título coloca essa discussão no centro do projeto, que também abre espaço para intimidade e relações afetivas.
“Me preocupei em fazer um EP que fosse sobre mim para firmar a minha personalidade de vez”.
afirma a artista em declaração enviada pela assessoria.
Uma conversa com o repertório da família
Essa relação aparece diretamente em “Segura a Bronca pt. 2”. Produzida por Coyote Beatz, a faixa dá continuidade a “Segura a bronca”, lançada por Slim Rimografia em 2003.
Em “Ser Ciça é Bom Demais”, a rapper aborda as expectativas em torno de seu nome. “Boombap Não Vende” também integra o projeto, cuja apresentação destaca as batidas de boombap e referências à estética underground.
O EP inclui ainda “Vadias no Comando”, “Biriri” e “Apenas Cecília”. O encerramento fica com “Não Fale de Amor Comigo”, que reúne os vocais de Agnes Nunes e um refrão escrito pela própria Ciça.
A história também aparece na imagem

A capa reinterpreta “Ready to Die”, álbum de 1994 de The Notorious B.I.G. Ao aparecer como um bebê, Ciça leva para a imagem a provocação presente no título de “Nepobaby”.
O projeto chega depois de “Foca em Mim”, lançada pelo Spotify Singles, e marca o encerramento de sua participação no AMPLIFIKA. A distribuição é da Symphonic Brasil.
Para conhecer esse momento da artista, uma entrada possível é “Ser a Ciça é bom demais”, que conecta sua escrita ao repertório do pai. Depois, vale seguir pela sequência completa e acompanhar os outros assuntos que ela escolheu apresentar.

Lucas Coutinho
Jornalista musical e editor da Vitrola Digital
Jornalista musical e editor da Vitrola Digital. Nas redes, assina como LUKE e produz conteúdo sobre música brasileira, artistas, cenas e cultura.





