Pabllo Vittar — BAD GOOD
Álbum: LOST IN LUST
Pabllo Vittar começa outubro com um repertório em inglês e espanhol. Lost in Lust, seu novo álbum, reúne 12 faixas e participações de Urias, Villano Antillano, Mahmood e La Cruz. O projeto aproxima pop, dance e música eletrônica, com produção e composição realizadas por profissionais LGBTQIA+.
Na apresentação do disco, a cantora relaciona o título às pressões sobre o corpo, às expectativas amorosas e aos sentimentos que acompanham o desejo. Para conhecer esse universo, a Vitrola propõe três entradas pela produção, pelas letras e pelos encontros musicais.
Bad Good: referências brasileiras em outra língua
“Bad Good” oferece um começo pela construção da música. Segundo as informações do lançamento, a faixa nasceu de um beat de Chernobruno e aproxima techno, tecnomelody e forró. A produção também é assinada por Jeska, PZZS, Rodrigo Gorky e S4tan.
A letra aborda uma atração que mistura prazer e sofrimento. Na escuta, vale acompanhar como a voz se relaciona com a base rítmica e procurar as referências descritas pelos produtores. É um caminho para investigar como os sons brasileiros participam desta fase de Pabllo, mesmo quando ela canta em inglês.
Body Type, com Urias: desejo e conexão
Em “Body Type”, Pabllo reencontra Urias, com quem já havia colaborado em “Ouro”. Ao apresentar a música, a cantora explica que a letra trata da vontade de encontrar uma conexão que ultrapasse a atração física, passando também por autoestima e autonomia sobre o próprio corpo.
Comece acompanhando as passagens de cada intérprete. Depois, assista ao vídeo de dança oficial, coreografado por Derrell Bullock. A imagem acrescenta outra possibilidade de contato com uma canção que coloca o corpo no centro de sua proposta.
Rockstar, com Villano Antillano: um encontro entre idiomas
“Rockstar” reúne Pabllo e a rapper porto-riquenha Villano Antillano. Produzida por PZZS, a música combina inglês e espanhol. O material do lançamento destaca referências do funk e do rock em uma letra ligada ao desejo e à vida noturna.
A colaboração permite entrar no álbum acompanhando duas artistas. Observe as entradas de cada voz e como os idiomas participam da interpretação. Depois, vale seguir também pelo repertório de Villano.
Da faixa ao álbum
As três músicas são pontos de partida. Para continuar, volte a “Future”, que abre Lost in Lust, e percorra o disco na sequência original. Essa segunda escuta permite acompanhar o lugar de cada faixa no conjunto e descobrir quais caminhos despertam mais curiosidade.

Lucas Coutinho
Jornalista musical e editor da Vitrola Digital
Jornalista musical e editor da Vitrola Digital. Nas redes, assina como LUKE e produz conteúdo sobre música brasileira, artistas, cenas e cultura.





