UANA, ÀTTØØXXÁ — Calor Danado
Álbum: ESTRELA
Parte da experiência de um festival começa antes de chegar ao palco. Percorrer a programação, procurar uma gravação e conhecer quem está por trás dela pode transformar um nome desconhecido no cartaz em uma apresentação que você quer acompanhar.
Marcado para 28 de novembro, no Campus da UFPE, no Recife, o No Ar Coquetel Molotov reúne artistas de diferentes gerações e cenas. Para começar a explorar essa programação, a Vitrola selecionou cinco atrações e uma gravação de cada.
UANA:
comece por “Calor Danado”
Cantora e compositora pernambucana, UANA constrói um repertório que aproxima brega, forró e pop. Seu segundo álbum, “ESTRELA”, reúne participações de artistas como ÀTTØØXXÁ, Joyce Alane e N.I.N.A., ampliando as conexões de sua música com diferentes cenas.
Nossa indicação é “Calor Danado”, parceria com ÀTTØØXXÁ que integra o disco. A colaboração oferece uma entrada para esse momento da artista e para os encontros que atravessam seu trabalho.
No Coquetel Molotov, UANA se apresenta com N.I.N.A. no palco CQTL MLTV.
Zé do Cão:
comece por “Música de Bailinho”
Zé do Cão é o projeto do artista pernambucano Vinícius Tavares. Sua proposta, apresentada como eletro-coco, aproxima referências do coco de roda, do rock e da produção eletrônica, tendo o Agreste como parte da construção artística.
“Música de Bailinho” integra “ZÉ DO CÃO – CAP. 01”, trabalho lançado em 2026. Nas plataformas, procure a gravação pelo nome Vinícius Tavares. Depois dela, vale percorrer o restante do projeto para conhecer como o artista articula essas referências.
No festival, Zé do Cão recebe a banda de pífano Curupife no palco CQTL MLTV.
Bruxos de Nadí:
comece por “Samba do Futuro”
Formada em 2022 no Centro de Artes e Comunicação da UFPE, Bruxos de Nadí retorna ao campus como parte da programação do festival. O grupo trabalha com referências da música nordestina e do rock experimental, reunidas no EP “A Fruta Que Tá Vindo”, de 2025.
Para continuar, procure também “Pássaros & Drones” e “Cabeça, Não”, presentes no mesmo EP. A banda se apresenta na Concha Acústica.
Cosmus:
comece por “Chant de Bonekah”
Rapper, cantora e compositora do Recife, Cosmus tem uma trajetória ligada ao hip-hop e à cultura ballroom pernambucana. Sua atuação como Mother da Casa da Lama faz parte dessa relação entre música, performance e construção coletiva.
A indicação é “Chant de Bonekah”, lançada em parceria com Say Lee em 2025. A gravação permite começar a conhecer seu repertório por uma colaboração, aspecto que também atravessa sua participação no festival.
Cosmus integra o encontro de Destalado com Relikia, Tremsete e Laryssa Real, no palco KMKAZE.
Africanoise:
comece por “Dança das Cabaças”
À frente do Africanoise, Renato Junior desenvolve uma pesquisa que aproxima música eletrônica, sonoridades orgânicas e referências do candomblé. Experimentação fazem parte de um projeto que coloca ancestralidade e tecnologia em relação.
“Dança das Cabaças”, do álbum “CABAÇA”, de 2025, é a escolha para encerrar este percurso. O trabalho tem produção musical, direção artística e mixagem assinadas pelo próprio Africanoise.
Depois da faixa, o álbum completo oferece continuidade à descoberta. No Coquetel Molotov, o projeto apresenta seu live no palco KMKAZE.
Confira os detalhes de data, local e ingressos na Agenda da Vitrola Digital.

Lucas Coutinho
Jornalista musical e editor da Vitrola Digital
Jornalista musical e editor da Vitrola Digital. Nas redes, assina como LUKE e produz conteúdo sobre música brasileira, artistas, cenas e cultura.





